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É preciso saber viver na Enfermagem

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O enfrentamento do cuidador do idoso com Alzheimer

Doença de Alzheimer

A população idosa cresce cada vez mais e com grande característica de ser heterogênea em virtude da educação recebida, profissão exercida e vida familiar. Envelhecer é um privilégio, principalmente nos lugares onde muitas crianças morrem antes de completar seu primeiro ano de vida. Contudo, esta população corre o risco de conviver com doenças crônicas que acometem 80% das pessoas com 75 anos de idade ou mais. Cerca de 10% das pessoas acima dos 65 anos de idade têm demência nos EUA, sendo a forma mais comum denominada demência senil do tipo Alzheimer 1. A doença de Alzheimer é responsável por aproximadamente 65% de todos os casos de demência em adultos. É uma síndrome caracterizada pela deterioração de habilidades intelectuais previamente adquiridas que interfere na atividade ocupacional ou social e contribui com 4 milhões de casos reconhecidos atualmente nos EUA. Quarta maior causadora de morte depois das doenças cardíacas, câncer e acidente vascular cerebral, é responsável por mais de 100.000 mortes por ano 2. Há diversos sistemas diferentes de armazenamento de memória: a memória recente ou de curto prazo é um sistema de capacidade limitada para armazenar informação de minutos a horas. A memória de longo prazo é um sistema de alta capacidade que pode armazenar informação por uma vida toda. Estudos subseqüentes demonstram que a doença de Alzheimer é  uma doença de deficiência de vários neurotransmissores, como um déficit noradrenérgico pré- sináptico e depleção de serotonina, somatostatina, fator de liberação de cortitrofina e glutamato, dentre outros 2. Além da idade, há possíveis fatores de risco para doença de Alzheimer incluem história familiar de doença de Alzheimer, mal de Parkinson, ou síndrome de Down; idade materna acima de 40 anos; sexo feminino, doença da tireóide; hipotitreoidismo; baixa formação educacional; traumatismo craniano; depressão de início tardio; herança de certas formas alélicas de genotipagem (ou codificação de gene) para apoliproteína E. Atualmente está claro que há causas genéticas, e estas podem interagir com um ou diversos fatores de predisposição ambiental e fatores associados à idade 2.

A dependência

A dependência é um estado em que a pessoa é incapaz de existir ou funcionar de maneira satisfatória, sem a ajuda de outrem.Pode ser classificada em três tipos: 1) Dependência estruturada: é aquela que a pessoa perde seu valor social, quando perde seu status junto à sociedade. O homem vale pelo seu valor social; nesse caso o trabalho é colocado em nossa cultura como o mais alto potencial para sua sobrevivência. Quando o homem perde o trabalho, seja pela aposentadoria compulsória ou por doença, há uma mudança social em sua vida. Os recursos designados ao cidadão, advindos do sistema previdenciário, estão aquém dos anteriormente recebidos oriundos do trabalho. Esta é uma das situações que levam o idoso a depender financeiramente da família; 2) Dependência física: pode tornar o indivíduo incapaz para realização das atividades da vida diária, tais como: vestir-se, banhar-se, alimentar-se, preparar refeições, entre outras. A manutenção da independência do ser humano é um dos princípios fundamentais na vida do idoso. Quando esta não é mais possível o cuidador familiar deve intervir para atender às necessidades incluindo o ensino para o autocuidado; 3) Dependência comportamental: os idosos dependentes permanecem mais tempo no domicílio e seu relacionamento é mais restrito, ocorrendo quase que exclusivamente no âmbito familiar. Isto se dá pela necessidade de cuidado e também pela falta de recursos das famílias para proporcionarem aos idosos dependentes sua participação em atividades sociais. Outro agravante é que em nossa sociedade não existe infra-estrutura arquitetônica para os dependentes participarem de atividades sociais. Assim, com a falta de recursos financeiros e físico-ambientais, a dependência física do idoso irá interferir na maioria de suas atividades 4.

Referencia Bibliográfica

O enfrentamento do cuidador do idoso com Alzheimer

Arq Ciênc Saúde 2004 abr-jun;11(2):X-X

 

 

Enfermeira e graduanda de Saúde Pública:

Zenilda Martins

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CONHECIMENTO DOS PROFISSIONAIS DA SAÚDE SOBRE FIBROSE CÍSTICA NO BRASIL E A IMPORTANCIA DESSA PATOLÓGIA EM QUESTÃO DE SAÚDE PÚBLICA

INTRODUÇÃO:

 

A Fibrose Cística ou Mucoviscidose, é uma doença genética, autossômica recessiva, afetando o cromossomo 7, responsável pela produção da proteína na qual controla a passagem de sódio e cloro nas membranas celulares. Quando a proteína afetada CFTR (condutância trans-membrana da fibrose cística), e consequentemente o canal de cloro sofrem mutação, ocasionam em um transporte anormal dos iões de cloro, fazendo com que o muco da fibrose cística fique de 30 a 60 vezes mais viscoso¹. Desencadeando infecções crônicas das vias aéreas, que leva ao desenvolvimento de bronquiectasias, insuficiência pancreática exócrina e disfunções intestinais, anormalidades das glândulas sudoríparas e disfunção genitourinária².

A incidência estimada é de 1:3. 000 nascidos vivos entre caucasianos, caindo para 1:17.000 entre afro-americanos e para 1:90.000 entre asiáticos. Apresenta morbimortalidade muito elevada, com apenas 34% dos pacientes chegando à idade adulta e menos de 10% ultrapassando os 30 anos de idade – a sobrevida média é de 28 anos².

A Fibrose Cística engloba-se num grupo de patologias denominadas DPOC (doença pulmonar obstrutiva crônica) que se caracterizam por haver uma obstrução crônica das vias aéreas, diminuindo a capacidade de ventilação. Com a obstrução os ductos das glândulas exócrinas há o aparecimento de três características básicas: doença pulmonar obstrutiva crônica, níveis elevados de eletrólitos no suor, insuficiência pancreática com má digestão/má absorção e consequente desnutrição secundária¹.

A primeira descrição da Fibrose cística foi feita em 1905 por Landsteiner em um recém-nascido falecido no quinto dia de vida por Íleo Meconial ³. Entre 1930 e 1940 quando a Fibrose Cística foi identificada a sobrevida acima dos 5 anos era muito rara .Considerada uma doença da infância, com 80%  das crianças afetadas morrendo antes de seu décimo ano de vida4.

Os avanços no diagnóstico e as estratégias terapêuticas desenvolvidas nos últimos têm conseguido aumentar a expectativa de vida dos pacientes com a doença, porém é difícil a sobrevivência após os 30 anos, ocorrendo à morte antes de seu decimo ano de vida1_5. De acordo com a portaria n°338 de 29 de junho de 2005, existem aproximadamente 2.000 portadores de Fibrose Cística no Brasil 6 .  O diagnóstico da doença tem sido feito tardiamente: média da idade ao diagnóstico de 4,5 anos no Brasil e de 2,9 anos nos Estados Unidos 7.

No Brasil, a primeira publicação sobre a doença foi 1949, no qual revisou os conhecimentos sobre a doença e seus métodos diagnósticos8.

Atualmente no Brasil é obrigatório o teste do pezinho (teste plus) (TIR) tripsina imunoreativa. É um exame realizado para detectar patologias que afetariam a qualidade de vida do paciente. Os níveis alterados de (TIR) no sangue do RN reflete no grau de insuficiência pancreatica 9 . A dosagem da (TIR) é extremamente sensível, deixa de selecionar poucos casos: Sensibilidade de 98,8 %.Porém para evitar esse numero elevado de 10% de  falso positivo deve-se repetir  o teste (TIR) quando positivo em 15 a 30 dias, o que reduz em 90% os testes falsos positivos. De acordo com a literatura  a instituição da (TIR), para triagem neonatal de Fibrose Cística, no Brasil, acarretaria um custo aproximado de  quinze mil reais por paciente 10  . Além desses custos para analises precoce do diagnóstico em instituições, também há dificuldade em os familiares dar continuidade ao tratamento, que deve ser mantido indefinidamente.

Sem ter certeza de cura da doença, ou por condições financeiras, pois há gastos com a nutrição desse portador de Fibrose Cística, com medicações de custos elevados, análizes de mutações, teste de alto custo e no Brasil, são poucos os centros capacitados para realizá-lo; teste da secretina pancreosimina, para quantificar a função pancreática exócrina; dosagem da gordura fecal, usando para avaliar a má digestão e má absolvição de gorduras; detecção de enzimas ( quimiotripsina, elastase, lipase imunorreativa) nas fezes; determinação de nitrogênio fecal; dosagem sérica de proteína associada à pancreatite; dosagem sérica de triacilgliceróis 11 e também em aspectos psicológicos como é o saber de lidar com a pessoa portadora da FC ,ou até mesmo com a perda desse familiar.

Dessa maneira, o presente estudo se justifica para acrescentar dados sobre a ocorrência de Fibrose Cística no Brasil e o difícil diagnóstico de detectar a patologia  precocemente devido  a custos elevados para realização dos testes em triagem Neonatal.

 

OBJETIVO:

 

Mostrar aos profissionais da área de saúde que o reconhecimento da Fibrose Cística previamente detectada aumenta o tempo de sobrevida dos portadores da doença, subsidiando dados acerca dos custos elevados, tanto para instituições e familiares.

 

METODOLOGIA:

 

Estudo realizado a partir de revisão bibliográfica. O material constituiu-se de artigos publicados em periódicos nacionais e internacionais divulgados nas bases de dados: BIREME – LILACS, SCIELO, no período de 2000 a 2009. Os critérios adotados para seleção dos artigos foram: versarem sobre o tema; serem indexados nas bases de dados referidas; estarem disponíveis na íntegra e nas línguas dos descritores usados para o levantamento de dados: Fibrose Cística, Mucosvicidose, custos elevados da fibrose cística.

 

 

RESULTADOS:

 

A fibrose cística é uma doença hereditária autossômica recessiva, também conhecida como mucoviscidoses. É caracterizada por infecções crônicas das vias aéreas, que leva ao desenvolvimento de bronquiectasias, insuficiência pancreática exócrina e disfunções intestinais, anormalidades das glândulas sudoríparas e disfunção genitourinária.

A equipe multidiciplinar médico, enfermeiro, nutricionistas, psicólogos e outros devem ser profundo conhecedores da fisiopatologia da doença, para diagnosticá-la. Dessa forma o diagnóstico precoce da Fibrose Cística será levantado o mais cedo possível evitando mortalidade e maior tempo de sobrevida dos portadores da doença. Obteram resultado positivo, proporcionando diminuição nos gastos que podem elevar os custos financeiros hospitalares, e melhorar a qualidade de vida do cliente, sua auto-estima e a satisfação da equipe dos profissionais e familiares. De acordo com autores a doença é tardiamente identificada por falta de serviços de saude ou por falta de  treinamento suficiente para diagnosticar e tratar essa condição precocemente.

Para, que haja sucesso na terapia da Fibrose Cística é necessário haver concordância de todos da equipe multidiciplinar, estudos, pesquisas, uma educação em saúde aos familiares desse cliente dando continuidade ao mesmo tratamento, o que resultará na eficácia dos cuidados. Mesmo não havendo cura é possível ter uma qualidade de vida  melhorada  com tratamento assintomático11.

A DPOC (Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica) é sempre uma preocupação por parte da equipe de enfermagem no ambiente hospitalar, por serem considerada porta de entrada de microorganismos causadores de infecções pelo acúmulo das secreções espessas no pulmão que obstruem a entrada de ar retendo as bactérias. Dificultando o processo respiratório do paciente.

 

CONCLUSÃO:

 

A Fibrose Cística por ser uma doença rara sendo diagnosticada menos que 10% no Brasil torna-se mais complicada devido ao tratamento, pois o diagnóstico é tardio, tornando o tempo de vida  do portador da doença sem perspectiva de vida.

O conhecimento cientifico dos profissionais a respeito das normas a serem utilizadas nos procedimentos, diminui elevação de custos, tempo de internação e melhora na qualidade de vida dos pacientes fibrocísticos.

O conhecimento do enfermeiro inclui o planejamento das atividades desenvolvidas pela equipe de enfermagem, a elaboração de plano de cuidados, utilizando metodologia científica para prestar assistência individualizada, e capacitação profissional para aprendizado de novas técnicas, visando a melhora no atendimento e dos serviços prestados.

 

REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA:

 

1. Bentleyy P. Undeerstanding Cystic fibrosis , improving life expetancy. Nurs Times.1999 ; 95 (43): 50 – 61 .

2. Portaria SAS/MS nº 263, de 18 de julho de 2001.

3. Landsteiner K. Darmverschluss durch eingedicktes meconium ; panckeatites. Zentrabl allg Path 1905 ; 6:903

4. Helms PJ. Growing up wiot Cystic fibrosis.Br J Hosp Med. 1998; 50 (6) : 325 – 32.

5. Reis FJC , Oliveira MCL, Penna FJ , oliveira MGR , Oliveira EA , Monteiro APAF. Quadro clínico e nutricional de pacientes com  fibrose cística: 20 anos de seguimento no HC-UFMG.Ver Assoc Med Brasil . 2000 ; 46 (4 ) : 325 – 30 .

6. Brasil. Portaria SAS /MS n° 338 de 29 de junho de 2005; Disponível em : http://dtr 2001. Saude.gov.br/sas PORTARIAS /Port2005/PT-338.htm.

7. FarreII pm , Kosorok MR , Laxova A , Shen G, ETAL. Nutrition al benefits Of neonatal screening for Cystic fibrosis. N Engi J Med 1997 ; 337 : 963 –

8 . Gesteira  RM. Fibrose cística do pâncreas – incidência no Brasil . Bol Inst Pueric 1949; 12/13 : 23 – 62 .

9 . Crossley JR, Elliott RB and Smith PA. Dried blood spot screening for cystic fibrosi in the newborn. Lancet 1979; i : 472 – 72 .

10 . Reis FJC ,etalii; Protocolo clínico e diretrizes terapêuticas.

11. Tauber E, Eichler I , Gartner c, Halmerbauer G, Gotz M, Rath R , et al. Improvements of lung function in cystic fibrosis. Pediatr Pulmonol. 2002 ;33: 263 – 8 .

 

Enfermeiras Membras Do “Grupo De Estudos D e Doenças Raras”

Zenilda Pereira Martins 1

Tatiane Antunes 2

  Ana Paula 3

Cagliari

        Trabalho apresentado Argentina,em Buenos Aires,congresso Aicord 2010.

Ciências da Saúde

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– DOENÇAS RARAS- Seminário Grupo “estudando doenças raras”

 

                      Grupos de estudos Doenças Raras

   "Membra do Grupo De Estudos Doenças Raras"

YouTube – DOENÇAS RARAS- Seminário Grupo "estudando doenças raras"
  

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– Doenças Raras [Rare Diseases]

  Você conhece uma doença rara?

  Doenças Raras

A doença é rara quando considerada uma patólogia  encontrada na população  entre a cada   1,2: 5.000 nascidos vivos.A doença rara é considerada de difícil diagnóstico e considerada sem cura,pois a maioria das vezes o paciente vem a óbito quando encontado um diagnóstico aberto.Mesmo após o diagnóstico a maioria da doenças raras não se tem um diagnóstico  esclarecido. Para se obter um diagnóstico esclarecido  os exames laboratórias são caros e muitas vezes demorado ou até  não se encontra diagnóstico porque são doenças completamente desconhecidas  até mesmo pelos profissionais da saúde.O acesso aos medicamentos são caros ,o tratamento  domiciliar é  de custos elevados ,levando os famíliares ao desespero e indignação.Ah determinadas patólogias como o caso da Fibrose cística no qual o tratamento  é de 15.000 mil reais mensais.As dietas em nutrição são caras , devido a perda excessiva de nutrientes necessitando haver reposição desses nutrientes para que o paciente não venha a ter uma desidratação e fatores ocasionais levando a situações mais serias.A qualidade de vida desse paciente fibrocístico é escassa ,pois muitas das vezes não se pode ter uma vida recreativa  como outras pesoas ,por exemplo viagens a longa distância,jogar futebol etc.Para os famíliares muitas das vezes o problema não é os custos ,mas sim saber até quando esse famíliar sobreviverá ,e essa dúvida traz sofrimentos profundos :Desesperança da cura, dor por uma espera da perda  do famíliar que está sempre proxima,pertubações nos relacionamentos famíliares.ou seja abalo psicológico contante.A maioria das patólogias são falhas genéticas,metabólicas e auto-imunes.As doenças metabólicas hereditárias são causadas por erro inato do metabolismo.No Brasil   temos incidência de algumas patologias isoladas como a fenilcetonúria = 1:11818 a 1:15000, leucinose = 1:43000 e deficiência de biotinidase = 1:125000. Devido ser considerada doenças raras ,muitos dos exames são realizados  tardiamente trazendo consequências ao paciente,pois muitos desses exames devem ser requisitados na  faze aguda da doença.Este  texto tem finalidade de conhecermos um pouco das doenças raras e como as mesmas  atinge as famílias e pacientes portadores dessas doenças e fazer com que a população vá em busca dos seus direitos e cobrança dos nossos governadores para  treinar profissionais capacitados em génetica ,e tecnólogias para um diagnóstico breve ,para maior tempo de sobrevida desses pacientes.

Enfermeira:Zenilda Martins

 

YouTube – Doenças  Raras [Rare Diseases]
  

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– Lavagem de mãos dos profissionais de saúde.

 

CONHECIMENTO DOS ENFERMEIROS SOBRE A IMPORTANCIA DA INFECÇÃO EM FERIDAS POR MICROORGANISMOS EM AMBIENTES HOSPITALARES

YouTube – Lavagem de mãos dos profissionais de saúde.
 

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